31 de Março de 2026

Há treze anos, em 28 de março de 2013, o Bitcoin atingiu US$ 1 bilhão de capitalização de mercado pela primeira vez. O preço era US$ 92. A principal exchange do mundo era a Mt. Gox, que quebraria menos de um ano depois. E quem cobriu a notícia foi um garoto de 19 anos chamado Vitalik Buterin, escrevendo para a Bitcoin Magazine, antes de inventar o Ethereum (engraçado como tudo se amarra, né?) O gatilho da alta? O governo de Chipre tinha acabado de confiscar depósitos bancários dos próprios cidadãos para cobrir uma crise que eles não causaram.

Treze anos depois, nessa mesma semana, o Bitcoin negocia por US$ 66 mil, o Morgan Stanley briga para lançar um ETF com a menor taxa do mercado, e o Fear & Greed está em 9. Tudo mudou: o tamanho, a infraestrutura, os players. Mas a razão de existir continua a mesma. O Bitcoin nasceu porque um sistema quebrou e confiscou quem não tinha culpa. E toda vez que um governo congela conta, bloqueia saque ou decide o que você pode ou não pode fazer com o seu dinheiro, o caso de uso original se reafirma sozinho. De US$ 1 bilhão para US$ 1,3 trilhão em capitalização de mercado em 13 anos. 🎉

US$ 2,2 bilhões

É o valor que a massa falida da FTX começou a distribuir aos credores nesta segunda-feira, 30 de março. Quarta rodada de pagamentos. Os provedores são BitGo, Kraken e Payoneer.
fonte: FTX Recovery Trust / CoinDesk

👉 Dois anos e meio depois do Sam Bankman-Fried ser preso, os credores finalmente estão recebendo de volta uma fração do que era deles. Mas os credores não vão receber bitcoin, ethereum ou solana de volta. Vão receber dólares. E por um motivo simples, talvez aquelas criptomoedas que apareciam na tela da FTX nunca existiram de verdade. Era um número em uma interface. Você achava que tinha 2 BTC, mas do outro lado não tinha nada. Zero. O Bankman-Fried vendia o que não existia, e milhões de pessoas confiaram porque a tela dizia que o saldo estava lá. Agora, quem tem sorte recebe uma fração em moeda fiduciária, na cotação que o juiz decidiu, e ainda paga imposto em cima. Essa é mais uma lição cara que o mercado cripto dá: Not your keys, not your coins. Se você quer aprender como funciona a autocustódia e como proteger o seu patrimônio sem depender de terceiros, entre em contato comigo.

Quer ir além dos posts? No YouTube, eu aprofundo tudo isso em vídeos, sem corte, sem pressa.

Brasil agora pode confiscar e vender suas criptomoedas antes mesmo de te condenar

O presidente Lula sancionou a Lei 15.358, que permite às autoridades brasileiras apreender, congelar e liquidar criptoativos ligados a investigações criminais, com autorização judicial, mas sem necessidade de condenação definitiva. Os recursos vão direto para fundos de segurança pública. A lei também dá poder para juízes bloquearem acesso a exchanges e carteiras digitais durante investigações.
fonte: Senado Notícias
👉 Lê de novo: liquidar antes de condenar. Ou seja, o Estado pode vender o seu bitcoin, usar o dinheiro pra comprar “viatura” e só depois descobrir que você era inocente. E aí? Te devolvem o quê? O preço de quando venderam? O preço de quando te pegaram? O preço de quando você comprou? Ninguém sabe, porque como sempre a lei é mal escrita e subjetiva, acredito até que seja assim de propósito, como na recente Lei Felca. O discurso é combate ao crime organizado. Mas a ferramenta que se cria para pegar o bandido é a mesma ferramenta que pode ser usada contra qualquer cidadão. E no Brasil, onde já confiscaram poupança, já bloquearam Pix por ordem judicial e já congelaram conta de quem nem era investigado, esse tipo de poder não deveria ser entregue ao Estado ou ao Judiciário.
Not your keys, not your coins nunca fez tanto sentido em território brasileiro, meu amigo.

Receita Federal agora preenche sua declaração de cripto por você, e já começou errando

A Instrução Normativa 2.312 determinou que operações com criptomoedas em exchanges brasileiras apareçam automaticamente na declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2026. O prazo vai de 23 de março a 29 de maio. Na prática, milhares de contribuintes levaram um susto ao encontrar saldos de uma stablecoin chamada Meli Dólar vinculados ao CPF, sem nunca terem comprado cripto. O motivo: cashback do Mercado Pago, custodiado pela Ripio, que a Receita classificou como criptoativo. fonte: Livecoins / BeInCrypto BR
👉 Então vamos recapitular: o governo obriga exchanges a reportar tudo desde 2019, acumula sete anos de dados, e quando finalmente usa essa base pra preencher a declaração, gera pânico em massa porque milhões de brasileiros nem sabiam que tinham stablecoin no CPF por causa de um cashback do Mercado Pago. Gente registrando boletim de ocorrência contra a Ripio achando que foi fraude. E a Receita? Soltou uma nota dizendo que a responsabilidade de conferir é do contribuinte.🤣
E se você acha que isso é só um bug de sistema, pense no precedente. A Receita agora sabe exatamente quanto de cripto você tem, onde está e quando comprou. A partir de julho vem a DeCripto, que vai detalhar ainda mais. O cerco fiscal sobre cripto no Brasil não está se fechando, ele já fechou. P2P e autocostodia são a saída.

EUA avançam no CLARITY Act: rendimento passivo em stablecoins será proibido por lei

Os senadores Thom Tillis e Angela Alsobrooks anunciaram um acordo bipartidário sobre o ponto que travava o projeto de lei de estrutura de mercado cripto nos EUA. O compromisso proíbe rendimento passivo em stablecoins. Ou seja, plataformas não poderão mais pagar juros só por você manter USDC ou USDT parados. Recompensas atreladas a atividades como pagamentos e transações continuam permitidas. A Coinbase já lidera um movimento de reação. Audiência no comitê do Senado prevista para a segunda quinzena de abril.
fonte: CoinDesk / Disruption Banking
👉 Presta atenção no que está acontecendo aqui, porque isso afeta diretamente o seu bolso. Os bancos americanos olharam pro mercado de stablecoins, US$ 316 bilhões de capitalização, recorde histórico, e fizeram a conta: se o cidadão pode estacionar dólares digitais numa plataforma cripto e receber 4%, 5% ao ano sem burocracia, por que ele vai deixar o dinheiro parado num banco que paga quase nada? A resposta do sistema bancário não foi competir. Foi ir ao Congresso pedir pra proibir. E conseguiram.

US$ 14 bilhões em opções vencem na Deribit e o mercado derrete

O maior vencimento trimestral de opções de Bitcoin em 2026 aconteceu na quinta-feira, 27 de março, na Deribit. Foram US$ 14,16 bilhões liquidados de uma vez. O "max pain" estava em US$ 75 mil, quase US$ 9 mil acima do preço real. O resultado: mais de US$ 450 milhões em liquidações forçadas, 122 mil traders eliminados, Bitcoin caindo de US$ 71 mil para US$ 65.720 na semana. O índice Fear & Greed despencou para 9, nível que não se via desde o flash crash de agosto de 2025. Ethereum rompeu abaixo de US$ 2 mil pela primeira vez desde 2024.
fonte: Blockchain Magazine
👉 Toda vez que o mercado explode assim, aparece gente perguntando "o que aconteceu?" Aconteceu o de sempre: gente apostando com dinheiro que não tem.🤷‍♂️ Alavancagem. Futuros. Opções. Derivativos em cima de derivativos. Um castelo de cartas que só precisa de um sopro pra desmontar. E o sopro dessa vez foi um vencimento que todo mundo sabia que ia acontecer, é sério, a data estava no calendário. Quem opera alavancado em cripto está literalmente pagando pra ser liquidado em datas marcadas. Se você é iniciante e está lendo isso, não existe atalho. Compre bitcoin, tire da exchange, guarde a sua chave e esqueça o gráfico de 15 minutos. O meu jogo é outro: DCA com paciência.

Quase metade de todo Bitcoin em circulação está no vermelho

Relatório da CEX.IO publicado no fim da semana mostrou que quase metade de todos os bitcoins em circulação está sendo negociada abaixo do preço médio de compra. O Bitcoin Impact Index subiu para 57,4, entrando em zona de "alto impacto", sinalizando estresse crescente entre diferentes perfis de holders. O BTC acumula queda de mais de 47% desde a máxima histórica de US$ 126 mil, registrada em outubro de 2025.
fonte: Portal do Bitcoin / CoinDesk
👉 Esse é o tipo de dado que separa quem entende Bitcoin de quem só tenta surfa hype. Metade do mercado está no prejuízo. E quando muita gente está no vermelho ao mesmo tempo, duas coisas acontecem: os fracos vendem no desespero e os que entendem o jogo acumulam em silêncio. Sempre foi assim. Em 2018, em 2022, e agora em 2026. O Bitcoin não mudou. O fundamento não mudou. O que muda é o humor de quem compra achando que ia dobrar em duas semanas. Se você comprou com convicção, esse dado não deveria te assustar, muito pelo contrário, deveria te animar. Porque agora é momento em que o dinheiro troca de mãos e se você entendeu o jogo, as mãos que irão receber uma parte desse dinheiro serão as suas.

Yield (rendimento)

É o retorno que uma plataforma paga ao usuário simplesmente por manter stablecoins ou criptomoedas paradas na conta, sem fazer nada. Funciona parecido com o rendimento de uma poupança ou de um CDB: você deposita, deixa lá e recebe um percentual ao ano. No mundo cripto, plataformas oferecem yield de 4%, 5%, às vezes mais, como forma de atrair capital.

👉 O problema é que esse rendimento não vem do nada. Alguém está usando o seu dinheiro do outro lado, emprestando, alavancando, operando. E quando a plataforma que prometia yield quebra, como a Celsius, a Voyager e a própria FTX, o seu rendimento vira pó junto com o principal.

⚠️ Golpe da videochamada com deepfake agora usa "modelos de IA" em tempo real para roubar criptomoedas

A Malwarebytes publicou nesta semana um relatório sobre uma evolução preocupante nos golpes de "pig butchering": redes criminosas do Sudeste Asiático estão contratando "modelos de IA", pessoas reais que aparecem em videochamadas enquanto softwares de deepfake alteram seu rosto em tempo real para parecer com outra pessoa. O golpe funciona assim: a vítima recebe um convite para uma chamada no Zoom ou Teams de alguém conhecido (cuja conta já foi hackeada). Durante a ligação, o rosto e a voz do "amigo" parecem reais. Ele pede para instalar um plugin ou extensão para "corrigir o áudio". Esse plugin dá acesso total ao computador, permitindo ao criminoso esvaziar carteiras, roubar senhas e sequestrar contas para repetir o golpe com outros contatos.
fonte: Malwarebytes / CriptoLab News

🛡️ Regra de ouro: nunca instale nada durante uma videochamada, mesmo que o pedido venha de alguém que você reconhece. Se um amigo ou colega pedir para baixar plugin, extensão ou "atualização de áudio" no meio de uma call, desligue e ligue de volta por outro canal. Deepfake em tempo real já é indistinguível a olho nu.

Metade do mercado no vermelho. Medo extremo.
E você sem saber se compra ou espera?
Clique na imagem abaixo e assista ao vídeo.
Esses 5 indicadores mudaram a forma como eu compro Bitcoin.

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